Bön Garuda Brasil

O Bön Budismo no Brasil

O CHAMANISMO ORIGINAL DA TRADIÇÃO BÖN PO DO TIBET

wangyal

O Chamanismo, é uma tradição muito antiga encontrada em diferentes culturas pelo mundo., busca uma relação equilibrada entre a Humanidade e a Natureza. Devido ao recente e alarmante aumento da população e a exploração do meio ambiente, junto com o surgimento de novas doenças, se faz ainda mais importante para a humanidade recuperar o principio da harmonia central do Chamanismo para reparar o desequilíbrio provocado.

Na tradição tibetana, mesmo que o chamã não possa ver ao espírito particular que está provocando um problema específico, é através do poder do ritual que o conecta com o espírito e lhe lembra do seu voto para não perturbar a humanidade. Este ritual deve ser realizado da maneira apropriada recitando o mito que lembra a origem do ritual e fazendo as oferendas apropriadas.

Estes mitos provem da religião BÖN do antigo Tibet. Segundo os ensinamentos Dzogchen, o caminho espiritual mais elevado em esta tradição, se crê que as doenças e perturbações são o resultado do desequilíbrio causado pela visão da dualidade que surge quando uma pessoa não permanece no estado natural da mente.

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23 de maio de 2009 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

BÖN

Apesar das diferentes escolas do budismo tibetano tornarem-se cada vez mais conhecidas (sobretudo a partir do exílio forçado dos tibetanos no ano de 1959), a ancestral tradição do BÖN continua sendo um sistema tão mal compreendido, quanto desconhecido, um fato que até mesmo a história oficial budista tibetana ou os especialistas ocidentais souberam tratar. Atualmente, esta situação tem-se modificado, sobretudo a partir de 1986, quando o BÖN foi reconhecido oficialmente pelo atual décimo-quarto Dalai Lama, como uma das cinco principais escolas do budismo tibetano. Ele salientou também a importância desta peculiar tradição milenar, para compreendermos o surgimento da cultura e da espiritualidade no País das Neves (Tibete)

Comumente se faz referência à tradição BÖN como um mero conjunto de práticas e rituais xamânicos primitivos, relacionados com sacrifícios de sangue, inclusive de magia negra. Seguindo a tendência imperante entre os  historiadores medievais tibetanos, alguns estudiosos ocidentais do início do século XX equipararam o BÖN ao xamanismo primitivo. Diante destas opiniões pouco fundamentadas, Löpon Tenzin Namdak Rinpoche, o mestre BÖN e o especialista vivo mais importante da atualidade, explica a evolução da sua escola ao longo de três períodos perfeitamente diferenciados:

1. O BÖN PRIMITIVO que corresponde mais ou menos ao xamanismo da Àsia Central e que representa a cultura religiosa tibetana antes da chegada do Yungdrung BÖN, procedente dos reinos perdidos de Tazig e Zhangzhung.

2.  O BÖN ANTIGO ou YUNGDRUNG BÖN, o Sendeiro espiritual que conduz à liberação e à iluminação, ensinado pelo Buda Tönpa Shenrab em Tazig e que, posteriormente, se expandiu até o antigo reino de Zhangzhung, situado no oeste do Tibete.

3. O NOVO BÖN que aparece em época tão recente como o século XV e constitui uma mistura de elementos budistas e BÖNs.

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10 de maio de 2009 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

ALGUNS ENSINAMENTOS BÖN SOBRE O DZOGCHEN

As três aplicações, dos três votos e os três relaxamentos

Tomando o voto de não mover o corpo, relaxamos na imobilidade.

Tomando o voto de não ativar a palavra, relaxamos no silêncio.

Tomando o voto de não mover os pensamentos, relaxamos no estado que está mais além do pensamento.


As três imobilidades

Quando o corpo não se move, os canais sutis permanecem imóveis.

Quando os canais não se movem, os olhos permanecem imóveis.

Quando os olhos não se movem, a mente permanece no Estado Natural.

Portanto devemos vigiar os olhos, pois o ponto principal reside na forma de olhar.

As três instruções diretas

Não seguir o passado.

Não projetar o futuro.

Permanecer naturalmente na Base.

Os três abandonos e os três não-seguimentos

Abandonar as coisas, sem esforço mental.

Abandoná-las, tal como são no vasto estado natural.

Abandoná-las sem tentar modificá-las, nem transformá-las.
Externamente, não analisar os objetos de maneira dualística.

Internamente, não imputar nenhuma crítica nem etiqueta conceitual.

Sem seguir os pensamentos relativos ao passado ou ao futuro, transcender o domínio da mente.

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10 de maio de 2009 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

DZOGCHEN – Löpon Tenzin Namdak

tenzin_lopon_namdak1Löpon Tenzin Namdak, segundo as palavras do XIV Dalai Lama, “um dos principais mestres Dzogchen vivos na atualidade”, nasceu no ano de 1926, na zona de Khyungpo Karu, situado no Tibete Oriental, na região de Kham.

Lopön é um simples e venerável monge que somente possui as túnicas que veste e que dedica todos os fundos que arrecada com seus ensinamentos no Ocidente, para manter aproximadamente cem monges que vivem em seu mosteiro  de Katmandu.

Os ensinamentos Dzogchen sempre se mantiveram  rigorosamente secretos, até o ano de 1929, quando Sangye Tenzin Rinpoche, mestre de Lopön Tenzin Namdak Rinpoche, recebeu uma indicação das deidades protetoras da linhagem dzogchen, para desvelar o secreto e difundir os ensinamentos mais ou menos publicamente, uma vez que estavam em perigo de desaparecer.

Na prática Dzogchen, se o sujeito é um pensamento, então se dissolve com cada pensamento. A estrutura sujeito-objeto emerge e desaparece conjuntamente. Se, quando desaparece um pensamento, fica a consciência que se dá conta de que desapareceu o pensamento, é sinal que a dissolução não se produziu completamente. A liberação do pensamento (o objeto) é espontânea e a liberação do sujeito também. Somente se deve permitir que se dissolva bem o pensamento, sem ficar ali para ver o que acontece.

O Dzogchen, o estado natural, está mais além da consciência dual, de qualquer coisa que possamos conceber como consciência. Resumindo, a consciência não pode ser consciente do estado natural. Está atravessada e rodeada por ele, mas não pode vê-lo, assim como o peixe não percebe a água ou nós não percebemos o ar que nos cerca. O estado natural somente é conhecido pelo estado natural. O único meio de alcançar o estado natural é dar-se conta do estado natural. Não existe caminho, nem método. O principio é o fim e a base, o resultado.

O eu é uma superexposição efetuada sobre um fluxo de imagens mentais, conceitos e sensações mais ou menos sutis, de forma que somente temos que deixar que o pensamento sutil que sustenta a identificação do eu se libere, juntamente com o resto dos pensamentos densos. Assim, identificados os pensamentos sutis onipresentes, temos que deixar que se liberem ou se relaxem por si mesmo no estado natural. A única coisa que se deve fazer é permitir que todos os pensamentos, incluindo o pensamento do eu, se relaxem no estado natural.

Trata-se de um ensinamento que indica o essencial e que nos brinda com a verdadeira independência

Lopön Tenzin Namdak, este venerável senhor de aspecto frágil e benévolo, que se apoia em um bastão é, em realidade, um leão do Dharma proclamando – nas dez direções – o último e mais elevado ensinamento:

garudaESTUDAI  E  PRATICAI  O  DZOGCHEN!
O  DZOGCHEN  É  A  ESSÊNCIA  DA  RELIGIÃO.

Associação brasileira de Cultura Tibetana

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7 de maio de 2009 Posted by | Bön, Bön Budismo, Bön Budismo, Bön Garuda, Buda, Budismo, Budismo Brasil, Dalai Lama, Dharma, Garuda, GESHE TENZIN WANGYAL RINPOCHE, Guru, Karma, Rinpoché, TENZIN WANGYAL RINPOCHE, Uncategorized | Deixe um comentário